Blog do Thales Castro - Thales Castro

Dr. Julinho impõe mais uma derrota a Eudes e Luís Fernando

O prefeito eleito de São José de Ribamar, Dr. Julinho (PL), segue impondo sucessivas derrotas a dupla Eudes Sampaio e Luís Fernando.

 

Nesta terça-feira (01), durante sessão que julgou um embargo de declaração impetrado pela coligação de Eudes Sampaio, que tenta a todo custo e contra o desejo popular, permanecer no poder, o TRE – Tribunal Regional Eleitoral, por unanimidade, em placar de 5 a 0, rejeitou o recurso interposto pela coligação do prefeito derrotado, para manter o registro de candidatura do Dr. Julinho.

 

O que se observou, em especial, do julgamento em apreço, foi que a decisão do TRE foi unânime, não havendo mais dúvidas quanto a elegibilidade do Dr. Julinho, sendo, mais do que nunca, considerado ficha limpa.

 

A vitória de Julinho no TRE, uma das muitas conquistadas nos últimos meses, mostra que Ribamar está pronta para temos de libertação e segue rejeitando o grupo derrotado nas urnas no dia 15 de novembro.

Osmar Filho caminha para uma reeleição tranquila

O presidente da Câmara de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), mostrou nesta segunda-feira (30), que segue forte rumo à reeleição da Presidência do Poder Legislativo da Capital.

 

Vereador mais bem votado, Osmar reuniu a base de vereadores do prefeito eleito Eduardo Braide, e recebeu apoio dos parlamentares.

 

Além do grupo, formado pelos vereadores do Podemos, Octávio Soeiro, Chaguinhas, Marcial Lima e Domingos Paz; do PMN, Ribeiro Neto, Alvaro Pires e Marcos Castro; Karla Sarney do PSD; Dr. Gutemberg e Umbelino Júnior do PSC e PRTB, respectivamente, Osmar também conta com o apoio dos vereadores eleitos pelo PDT, DEM, DC e PTB.

 

Ao todo, pelo menos 20 parlamentares integram a base que busca a reeleição de Osmar.

 

Com informações do Maramais

Por 63 votos, Sá Marques deixou de ‘herdar’ vaga de Braide em Brasília

Blog do Isaias Rocha – A expressão “bater na trave” significa dizer que alguém tenta um objetivo, chega perto, mas não consegue por alguma razão. O ditado popular pode ser usado perfeitamente para definir a situação do vereador Sá Marques (Podemos), nas eleições de 2018, com reflexo nos resultados do pleito de 2020 que teve seu desfecho final na noite desse domingo (29).

 

Nas eleições deste ano, Sá Marques não conseguiu a reeleição para o próximo mandato na Câmara de São Luís, mas entrará em janeiro de 2021, como uma expectativa muito maior: assumir o mandato de deputado federal em Brasília, embora que temporário.

 

Se por um lado, ele sofreu um revês em 2020 por outro poderia consagrar sua chegada ao Congresso Nacional se tivesse obtido em 2018 pelo menos 63 votos a mais que o empresário Josivaldo JP, que será o substituto do prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), na Câmara dos Deputados.

 

Há dois anos, Sá Marques foi candidato a deputado federal pelo PHS e obteve 23.050 votos, que totalizaram 63 sufrágios a menos que o empresário imperatrizense que conquistou 23.113 votos.

 

No entanto, se ambos tivessem empatados em números de votos, quem herdaria o mandato a partir do ano que vem seria o paralmentar ludovicense, pois segundo a legislação eleitoral, quando dois candidatos terminam empatados, o mais velho acaba sendo beneficiado.

 

Com atuação em Imperatriz e região, o novo representante do Maranhão em Brasília é natural de Jacundá, no Pará. Com a posse de Josivaldo JP em janeiro, o vereador Sá Marques ficará na expectativa de ascender ao mandato com possíveis licenças de dois titulares: o próprio JP e o Pastor Gildenemyr, que trocou o PMN pelo PL.

Maranhão é referência nacional na execução dos serviços do CadÚnico em 2020

– CadUnico capacitação

Ações coordenadas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes), como a capacitação de mais de quatro mil trabalhadores do Cadastro Único (CadÚnico), campanhas de adesão a programas socioassistenciais e a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) fizeram o Ministério da Cidadania definir o Maranhão como experiência exitosa no que concerne à garantia dos serviços do Cadastro Único (CadÚnico) para famílias em situação de vulnerabilidade, principalmente durante o período da pandemia.

 

Mais de quatro mil trabalhadores do CadÚnico foram capacitados pela plataforma virtual da Sedes desde o início da pandemia, no mês de abril. Profissionais das áreas da Assistência Social, Saúde e Educação dos 217 municípios receberam formação para manter o bom funcionamento do serviço no estado, como cursos de Entrevistadores do Cadastro, Atendimento aos municípios prioritários (MupS), e Gestores do Programa Bolsa Família.

 

Para o secretário Márcio Honaiser, o investimento em melhorias do cadastro garante a qualidade dos serviços prestados nos equipamentos de Assistência Social, e, consequentemente, no atendimento às famílias beneficiárias.

 

“Buscamos orientar e dar suporte aos trabalhadores da Assistência Social para que, acima de tudo, as pessoas em situação de vulnerabilidade tenham seus direitos garantidos. É importante manter o padrão de atendimento no CadÚnico, que detém as informações essenciais para localizar os usuários dos programas socioassistenciais e assegurar seus benefícios”, explicou o secretário.

 

 

Além das capacitações online, campanhas de adesão a programas sociais como o Auxílio Emergencial e Tarifa Social de Energia Elétrica também foram realizadas.

 

A aquisição de 300 totens com álcool em gel personalizados com informações sobre benefícios sociais, por meio de recursos do índice de Gestão Descentralizada (IGD), teve o objetivo de garantir o cumprimento das normas da vigilância sanitária durante o atendimento das famílias beneficiárias dos programas sociais.

 

Para esclarecer todas as dúvidas dos novos gestores municipais que irão assumir em 2021, a partir de dezembro a Sedes dará início a novos ciclos de capacitação sobre a Gestão do Programa Bolsa Família e sobre a nova modalidade de pagamento do programa através da poupança digital. Além disso, os gestores municipais também serão habilitados, garantindo assim, a continuidade da boa execução dos serviços após as eleições.

Márcio Jerry: “No último debate Braide seguiu o roteiro da mentira”

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) afirmou neste sábado (28) que o candidato Eduardo Braide (Podemos) preferiu “seguir o roteiro da mentira” no último debate, realizado pela TV Mirante na noite de sexta.

 

“O Braide poderia ter falado a verdade pelo menos uma vez acerca da investigação por suspeita de corrupção. Mas, no último debate, ele preferiu seguiu o roteiro de continuar mentindo”, comentou.

 

Braide é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e de ter cometido crime de responsabilidade. Reportagem do jornal Folha de São Paulo revelou que o início do julgamento está marcado para o dia 9 de dezembro, quando o Tribunal Regional Federal decidirá se encaminha o processo para o Supremo Tribunal Federal ou para o Tribunal de Justiça do Maranhão, uma vez que os crimes teriam acontecido antes de Braide se tornar deputado federal, função que possui foro privilegiado.

 

Pesquisa

 

Também na sexta, pesquisa do instituto DataIlha indicou empate técnico na disputa pela Prefeitura de São Luís. Braide aparece com 48,7% das intenções de voto, contra 43,3% de Duarte Junior (Republicanos). Brancos e nulos somaram 5,3% e 2,7% não sabem ou não responderam. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

 

O levantamento foi contratado pelo Jornal Itaqui-Bacanga, sob o número MA-01458/2020, e ouviu 1080 pessoas nos dias 24 e 25 de novembro. O nível de confiança da projeção é de 95%.

Braide tenta enganar eleitor com falsa pesquisa de instituto que pertence ao ex-assessor

Instituto Prever é de propriedade de Clodomir Albuquerque, que foi assessor parlamentar do candidato e aparece com uma doação de R$ 4 mil na eleição para campanha do prefeitável em 2010

Pressionado pelos resultados dos últimos levantamentos que apontam diferença de apenas cinco pontos e, com um desempenho não muito bom no último debate da TV Mirante, o deputado Eduardo Braide (Podemos) encontrou uma forma bem inusitada para enganar o eleitorado ludovicense com falsa liderança: usou o instituto Prever – Pesquisa e Consultoria Ltda, de propriedade do empresário Clodomir Martins Albuquerque Júnior, que foi doador de campanha e assessor parlamentar do candidato na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema).

 

Nem um pouco preocupado em se mostrar isento, a empresa de pesquisa do ex-assessor é suspeita de produzir pesquisas fraudulentas à favor do candidato do Podemos em São Luís. Conforme mostramos ontem (reveja aqui), o objetivo do suposto esquema visa iludir partidos e candidatos com falsos resultados, feitos para impressionar o eleitor, que se mostra cada vez mais desconfiado com a dança dos números e posições em cada levantamento.

 

O suposto golpe envolve Prever e Econométrica, ambas com o mesmo estatístico com registro inexistente no CONRE. Por incrível que possa parecer, as duas empresas também foram as que mais erraram resultado eleitoral em municípios maranhenses, evidenciando ainda mais a prática criminosa.

 

De tão insignificante, o números nem merecem destaque, pois divergem também do resultado de pelo menos quatro institutos: Exata, Datailha, BigData e Ibope, sendo que os dois últimos institutos possuem atuação nacional com divulgação de seus resultados pela TV Record e Globo.

Eduardo Braide recebeu mais de R$ 55 mil da AL, depois que deixou de ser deputado

O deputado federal Eduardo Braide, candidato do Podemos à Prefeitura de São Luís, foi deputado estadual por dois mandatos consecutivos, sendo eleito pela primeira vez em 2010, se reelegendo para o mesmo cargo nas eleições de 2014.

 

Passou pelo menos oito na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), período em que recebeu 18 salários por ano, cumulativos com um auxílio-moradia no valor de R$ 2.850,00, embora tivesse residência fixa em São Luís. O beneficio que estava em vigor desde 2010 foi revogado pelo Decreto Legislativo nº 448 aprovado em 2018, último ano de mandato de Braide na Casa do Povo.

 

O candidato do Podemos foi eleito deputado federal em 2018 e assumiu na Câmara Federal no dia 1º de fevereiro de 2019. Mesmo fora da Assembleia Legislativa, Braide continuou onerando o bolso do cidadão maranhense.

 

Investigação feita pela reportagem encontrou documentos oficiais que provam que o legislativo estadual gastou, entre dezembro de 2018 a janeiro de 2019, a bagatela de R$ 55 mil com o parlamentar que não estava mais no seu cargos e que também não ocupava nenhuma função no Palácio Manuel Bekman, sede do Poder Legislativo estadual.

 

O pagamento foi registrado pelo legislativo com recursos do Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) e referente ao ressarcimento de plano de saúde, conforme dados disponíveis no Portal da Transparência.

 

Segundo os extratos obtidos pela reportagem, os valores variam entre R$ 1.609,00 a R$ 37.912,84, que totalizam uma quantia de R$ 55.708,87. Os registros mostram os pagamentos foram efetuados nos dias 29 de janeiro e 20 e 26 de fevereiro de 2019, vinte e cinco dias depois que Braide já havia renunciado ao mandato ao mandato para tomar posse como deputado federal na Câmara. Mesmo assim, ele não abriu mão de receber recursos públicos da Assembleia, mesmo quando já não possuíam autonomia para representar o cidadão maranhense naquela Casa.

 

‘NEM TUDO O QUE É LEGAL É MORAL’

 

Legalidade e moralidade nem sempre andam de mãos dadas quando se trata de avaliar a vida pública de Braide. Deveriam estar. Mas não estão. Afinal, ele é daqueles gestores que representa o país do jeitinho, da impunidade e do nepotismo, e, do ventre que gera tal tripé, que tanto mal causa ao Estado.

 

A importância da transparência é que ela nos ajuda a antecipar algo que pode ser pior ainda no futuro. Ela previne, informa e esclarece dúvidas. Além disso, graças a essa ferramenta, tivemos como comprovar esse escândalo com nosso dinheiro mostrando que Braide ignorou a velha máxima sobre “todas as coisas me são lícitas, mas nem tudo me convém”.

 

FAZENDO AS CONTAS

 

Por oito anos, Braide custou caro ao bolso do contribuinte. De 2011 a 2019, recebeu uma ajuda de custo em torno de R$ 40 mil por ano. Ele também recebeu ainda o 13º, 14º, 15º, 16º, 17º… E até o 18º salário durante o tempo em que ficou como deputado. Além dos salários, o candidato do Podemos também tinha direito a verba de exercício parlamentar, de gabinete e ao auxílio-moradia.

TRF-1 marca julgamento de inquérito que investiga Braide para dezembro

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região marcou para o próximo mês —portanto, apenas após o término do segundo turno das eleições municipais de 2020—, o julgamento do inquérito policial 0058214-57.2016.4.01.0000, que tem entre os investigados o deputado federal Eduardo Braide (Podemos). O relator é o desembargador federal Olindo Menezes.

 

Segundo a movimentação processual, o procedimento foi incluído na pauta de julgamento do dia 9 de dezembro deste ano, quando será decidido se os autos devem ser remetidos ao STF (Supremo Tribunal Federal) ou para o Tribunal de Justiça do Maranhão. A discussão gira em torno de haver ou não prerrogativa de foro privilegiado do parlamentar, que é candidato a prefeito de São Luís neste pleito.

 

 

Conforme mostrou ponto a ponto o ATUAL7, Braide e quatro empresas maranhenses, a maioria de fachada, são alvo da Polícia Federal e do MPF por suspeita de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade.

 

A investigação teve início a partir de movimentação financeira atípica do parlamentar e demais investigados, em 2014, capturas pelo antigo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) —rebatizado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira) no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). À época, ele disputava a reeleição para a Assembleia Legislativa do Maranhão.

 

Na campanha eleitoral de 2020, assim como fez em 2016, Eduardo Braide tentou censurar a imprensa e vem afirmando, insistentemente, que não é nem nunca foi investigado. Contudo, em setembro do ano passado, ele constituiu defesa e outorgou poderes ao escritório Cavalcante de Alencar Advogados Associados para atuar em sua defesa do processo.

 

Além de Eduardo Braide, também são alvo da investigação as empresas Vieira e Bezerra Ltda – ME, A.J.F Júnior Batista Vieira – ME, Escutec – Pesquisas de Mercado e de Opinião Pública Ltda e A4 Serviços e Entretenimento Ltda. O inquérito 0058214-57.2016.4.01.0000, como vem mostrando o ATUAL7, tem relação com fatos apurados em outra investigação da PF, que desbaratou a chamada Máfia de Anajatuba, e cujo investigados são essas mesmas empresas e o pai do parlamentar, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Carlos Braide.

 

Informações do Blog Atual7/Yuri Almeida

Institutos são suspeitos de produzir pesquisas fraudulentas à favor de Braide em São Luís

Golpe envolve Prever e Econométrica, ambas com o mesmo estatístico com registro inexistente no CONRE

 

– Em 2014, Econométrica usou dados de estatística falecida para assinar pesquisa

A campanha eleitoral deste ano está provocando o fortalecimento de um fenômeno que não é novo, mas que está criando novas formas: é o esquema fraudulento de pesquisas eleitorais.

 

São centenas de institutos desconhecidos, sem nenhuma estrutura, vendendo resultados a qualquer preço, de levantamentos que provavelmente não são feitos.

O objetivo do suposto esquema visa iludir partidos e candidatos com falsos resultados, feitos para impressionar o eleitor, que se mostra cada vez mais desconfiado com a dança dos números e posições em cada levantamento.

 

Segundo a reportagem apurou, a Econométrica Pesquisa Ltda e Prever – Pesquisas e Consultoria Ltda são suspeitas de integrar o suposto esquema. As duas também foram as que mais erraram resultado eleitoral em municípios maranhenses, evidenciando ainda mais a prática criminosa.

 

De acordo com as denúncias, os dois institutos aparecem nos registros do TSE como autores de pesquisas eleitorais neste 2º turno das eleições em São Luís. Além disso, conforme já mostramos ontem, umas das empresas – a Prever – está registrada em nome de um ex-assessor de Braide. Segundo os documentos obtidos com exclusividade, o intuito é suspeito de favorecer o candidato do Podemos.

 

Outra empresa que estaria atuando nesse molde é a Econométrica, que desde 2014 é acusada de fraude. Além da desconfiança sobre os números, também recaem suspeitas sobre a idoneidade do instituto.

 

Talvez o Instituto Econométrica seja protagonista do maior escândalo das últimas eleições. Há seis anos, o Instituto registrou pesquisa assinada por Celene Raposo de Aquino. Acontece que a profissional estava morta 19 dias antes do registro da pesquisa, que foi feito no Tribunal em 26 de agosto de 2014.

 

Apesar do constrangimento, o Econométrica voltou a registrar pesquisa. Desta vez, assinada por Sergio Pinto Martins, registrado CONRE 5ª Região que engloba Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. No entanto, uma pesquisa no site do órgão mostra que o registro de Sergio Pinto é inexistente.

 

– Com mesmo estatístico da Econométrica, pesquisa Prever de propriedade do ex-assessor de Braide pode ser impugnada

Sergio Martins é o mesmo profissional que assina as pesquisas do Prever. Ou seja, o mesmo estatístico fazer pesquisa na cidade para dois institutos diferentes, com a mesma amostra e com dados semelhantes, evidenciando mais ainda que o óbvio se trata de um golpe.

 

– Econométrica é suspeita de ‘fabricar’ pesquisa usando o mesmo estatistifico da Prever, de propriedade do ex-assessor de Braide

Tanto Prever como Econométrica divulgaram pesquisas com dados semelhantes ontem e hoje. A reportagem apura se uma pesquisa foi feita para que dois institutos pudessem chancelá-las visando dar credibilidade. Além disso, estamos apurando se as empresas receberam recursos de políticos [que apoiam Braide] para manipular dados favoráveis ao candidato.

 

EXIGÊNCIA

 

O TSE exige que toda pesquisa eleitoral seja registrada em seu site antes de realizada, com os dados do contratante e do estatístico responsável. O tribunal, porém, “não realiza qualquer controle prévio sobre o resultado das pesquisas”, segundo informa seu site.

 

A descoberta das fraudes se deu porque, desde as eleições de 2016, o TSE passou a permitir em seu site a consulta por nome e número de registro de estatísticos responsáveis por pesquisas.

 

Em São Luís, a empresa Prever – Pesquisas e Consultoria Ltda usou dados do mesmos estatístico que já assinava levantamentos para a Econométrica. O dono da empresa, Clodomir Martins Albuquerque Júnior, aparece com uma doação de R$ 4 mil na eleição para campanha de Eduardo Braide em 2010 quando o candidato foi eleito para o primeiro mandato de deputado estadual.

 

Meses após as eleições, o dono da Prever foi nomeado por solicitação do próprio Braide para exercer cargo comissionado – símbolo ISO, por meio do ato de N.º 161/2011. A nomeação dele aconteceu em 10 de fevereiro de 2011, com ato publicado pelo Diário da Assembleia, no dia 14 de fevereiro daquele ano.

Duarte ganha direito de resposta após Braide mentir na TV

A Justiça Eleitoral concedeu nesta terça-feira (24) direito de resposta ao candidato à Prefeitura de São Luís, Duarte Junior (Republicanos), que entrou com ação contra o adversário Eduardo Braide (Podemos) por calúnia e difamação.

 

Braide exibiu em seu programa mentiras sobre supostas agressões a idosos e uma mulher. Tais assuntos já foram desmentidos na Justiça. A propaganda eleitoral contou ainda com a participação do candidato derrotado no primeiro turno, Yglésio Moyses (PROS), que afirmou que Duarte teria contraído Covid-19 alguns dias antes do informado oficialmente, transmitido intencionalmente a doença.

 

Dentre as calúnias e difamações, Yglésio chegou ao absurdo de afirmar que o ex-presidente do PRONCON teria coragem de matar para chegar à Prefeitura.

 

Atendendo o pedido de direito de resposta de Duarte, o juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior, da 89ª Zona Eleitoral de São Luís, determinou a retirada imediata da fala de Yglésio do programa de Braide, sob pena de mil reais por dia em caso de descumprimento.

 

“Entendo que as afirmações feitas pelo parlamentar (Yglésio), por serem graves e ofensivas, possuem potencial capaz de lesar a reputação do candidato (Duarte)”, diz trecho da sentença. Com a decisão, Duarte terá direito de resposta de um minuto no programa do candidato Braide.